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II Jornadas da Língua em OurenseII JORNADAS DE LÍNGUA EM OURENSE
António Carvalho - Foram duas semanas de intenso trabalho, com conferencistas do mais variado, música, conta-contos, concursos... e mais de duzentas inscrições que acarretaram um novo recorde neste tipo de eventos em Ourense, a cidade das Burgas, desde já também a cidade da língua. Com uma assistência média de duzentas pessoas, as oito conferências agendadas contribuiram de maneira muito especial para aproximar novas visons a respeito do galego, o seu relacionamento com o português e as soluçons para a crua realidade que sofre na Galiza. Os eventos lúdicos superlotaram, igualmente, as instalações do Centro Social da Esmorga, na rua Telheira. Depois da música de Servando Barreira, que serviu para apresentar globalmente as Jornadas, Jeanne Pereira (Brasil) e Samuel Rego (Portugal) deram o pontapé de saída ao ciclo de conferências com uma palestra em que se tentou demonstrar que o galego é muito mais do que uma língua fechada nas fronteiras espanholas; Moreno Cabrera, lingüista madrileno, surpreendeu grande parte do auditório com um discurso que quebra a mensagem sistémica dos oficialismos galego e espanhol; o pesquisador e académico da AGLP Vázquez Souza, trouxe-nos o paralelismo entre os acontecimentos de XIX -a inscrição e o monumento de Carral- e os nossos dias, num ciclo que sempre se repete. A primeira semana encerrou com atividades lúdicas, entre as quais o conta-contos para crianças Anjo Moure e o cantor português Rui David. A segunda semana das Jornadas iniciaram com o investigador do grupo GALABRA Roberto Samartim, numa 'fala' muito didática a respeito do construto de língua na Galiza da década de 70, de que hoje somos herdeiros; o ensino de línguas a partir do galego chamou a atenção do auditório, ao descobrir que nas Escolas de Línguas galegas há pessoas que utilizam o galego como língua de suporte para as aulas de alemão (Cristina), italiano (Ruth) ou inglês (Salvador); o criador e académico da AGLP, Xico Paradelo, mostrou a realidade da banda desenhada na Galiza com as dificuldades que envolve a expressão em galego nesse campo; um debate de muita altura foi protagonizado pelos professores universitários Elias Torres e Freixeiro Mato, com afirmações e propostas que rompem com o discurso vitimista para tentar construir um futuro melhor; finalmente, o empresário José Ramom Pichel mostrou o grande trabalho no campo da tecnologia lingüística que se está a fazer na Galiza. As Jornadas encerraram com dous eventos muito participados: o Planeta NH e a música e capoeira do Mestre Boca do Rio. A seguir disponibilizamos para o PGL o áudio na íntegra de todas as conferências, com debate incluído (excepto o debate que seguiu à exposição dos professores Elias Torres e Freixeiro Mato, não gravado na íntegra devido a um erro técnico). Também se fornece abundante material fotográfico e pdfs das diversas apresentações realizadas.
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